“AO TRONO DE SUA GLÓRIA”
“Então me mostrou o Rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do Trono de Deus e do Cordeiro. Ali nunca mais haverá maldição. Nela estará o Trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão” (Ap.22.1-3)
INTRODUÇÃO: O “espírito” deste mundo desenvolveu uma “linguagem” própria, na tentativa de representar seu “conceito” sobre Deus e divindade; suas relações com a criação. Esta linguagem está presente em todas as formas de expressão humana, inclusive no cristianismo que professamos; como também em todas as relações que temos neste mundo.
A língua, a palavra, é a forma representativa das Idéias; daquilo que pensamos, e vivemos. Somos o que pensamos. Nós não formamos as idéias, elas é que nos formam e moldam. Nossa linguagem e ação são reflexos de nossos pensamentos.
Tudo em nossa volta pode ser influenciado, moldado, transformado, por nossas palavras. Quer seja, positivamente, ou negativamente. “A palavra nunca volta vazia”. Mas esta mesma palavra pode ser “agente” para criar a “morte ou a vida”.
Quando é que alguém te conhece? Quando conhece seus pensamentos, suas idéias, sua visão das coisas, do mundo. E isto pode ter resultado negativo ou positivo Criativo ou Destrutivo. “Morte e Vida estão no poder das Palavras”.
Tudo no mundo é formado a partir da “Idéia”. O próprio mundo físico, é uma idéia. A idéia de Deus.
Guerras, invenções, terrorismo, revoluções, filosofias. Tudo são manifestações de Idéias. Idéias geram filosofias; filosofias geram sofismas, e entendimentos que podem ser contrários aos princípios do Reino de Deus e à Sua Verdade. (2 Cor.10.4,5) E isto pode acontecer até no “arraial” do cristianismo.
Porque chamamos o cristianismo de “cristianismo”? Por que o próprio cristianismo se tornou uma religião como todas as outras, uma “idéia religiosa”. E até disputa com as outras o “domínio” das idéias, e pensamentos da humanidade, no mesmo patamar, na mesma dimensão, no mesmo “proselitismo”.
Uma “idéia” é em potencial, uma criação. Mas a criação só “manifesta” a partir da verbalização, da palavra expressa. A Idéia, e a palavra expressa, juntas, formam o poder que move o mundo, em direção à Vida ou à Morte.
Não podemos dominar nossas palavras se não possuímos o domínio de nossas “idéias” e pensamentos. Se não os “governamos”. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida” (Pv.4.23) Vida e morte saem de sua mente, e se manifestam pelo poder de suas palavras. “Mas o que sai da boca, procede do coração, e é isso que contamina o homem. Pois do coração, procedem os maus pensamentos, assassínio, adultério, prostituição, furto, falso testemunho, blasfêmia. São estas coisas que contaminam o homem” (Mt.15.18-20)
Estamos neste mundo com uma grande missão. Uma grande responsabilidade dada por nosso Rei Jesus. A batalha pela mente e idéias das pessoas. Influenciá-los, saturá-los, com a “cultura do reino de Deus” Com a “Mente do Espírito”.
Não podemos mudar o mundo professando teorias religiosas, dogmas, doutrinas, visões exclusivistas, da nossa maneira de entender o Evangelho. Isso nos coloca no mesmo nível das religiões do mundo.
Só há uma maneira de mudar a mente e idéias das pessoas. Mudando o “Governo”. “Derrotando o valente”. Trazendo o Governo do Espírito. Implantando em suas mentes o Governo e o Domínio do Reino de Deus, através da “manifestação da Palavra”.
CÁPITULO 1
A IDÉIA DE DEUS
“Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, pois semelhante remendo rompe o vestido, e faz-se maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos. Do contrário, rompem-se os odres, entorna-se o vinho e os odres se estragam. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam”(Mt.9.16,17)
Muito se tem falado sobre Reino de Deus hoje, nos meios evangélicos. A Idéia a respeito do Reino não é nova. Na verdade é muito velha. Não é nem uma “revelação especial” de alguma igreja premiada. É na verdade, a “Idéia Original” de Deus no princípio de tudo. No princípio da Criação. É “Nova” no sentindo de trazer consigo o Poder de “re-fazer” todas as coisas. De “restaurar”, todas as coisas. De trazer todas as coisas à sua origem; à “Idéia Original”, no princípio de tudo.
Porém, uma coisa importante a se pensar é se nossos “odres velhos da religião” suportam o “vinho novo do Espírito”. É claro que não. Não se pode viver o reino em uma “estrutura” arcaica, velha, corrompida, e ultrapassada do espírito da religiosidade. O Reino veio para “demolir” este espírito.
A “idéia” do Reino de Deus, a Mensagem do Reino, não cabe nos “odres” velhos da religião. As estruturas eclesiásticas atuais, liturgias religiosas, visão, propósito, mentalidade, linguagem, e experiências, são “insípidas” diante do Poder, Governo, Propósito, e Amplitude dinâmica do Reino.
O reino não é a “igreja”, na forma como a concebemos; Institucionalizada e burocratizada. E a igreja não detém a exclusividade do reino, o “domínio de propriedade”. E ainda, a igreja só é parte do Reino quando como entidade, visível, mas não “palpável”, no sentido institucional. Doutra forma se torna mais uma expressão religiosa. Sua verdade, sua comunicabilidade, se perde e é absorvida no elemento experiencial religioso. A própria experiência do Reino e Governo de Deus se torna ineficaz. Isso porque religião é “adereço”; é status sócio- existencial, mas não contém a prerrogativa enfática da opção pela vida ou morte. “Quem crer será salvo, mas quem não crer está condenado.” Inclusive aos religiosos, do “cristianismo”.
Portanto, usar terminologia ou linguagem que fazem alusão ao Reino de Deus não nos insere na “Experiência e Poder do Reino”. O Reino é uma experiência, mas não é um experimento. O Reino é uma experiência, pelo fato de tratar com a vida e a criação em si. Também pelo fato de que só há vida, no Reino de Deus. Fora do Reino só o “espírito de morte e a palavra de morte”.
No princípio de todas as coisas
“Pois nos elegeu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele. EM AMOR” (Ef.1.4) “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo nossas obras, mas segundo o seu próprio PROPÓSITO e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos Tempos Eternos”(2 Tm.1.9)
Algumas perguntas devem ser respondidas, antes de aprofundar o assunto sobre o “Reino de Deus”. Perguntas estas, que implicam a razão de todos os “descaminhos da humanidade”; perguntas que implicam todos os conflitos, desorientações, obsessões, orgulho, egoísmo, materialismo. Perguntas estas, que implicam respostas. Não respostas intelectualizadas; como expressão do raciocínio lógico, teológico. Respostas de vida. “Respostas-ação” no Espírito de Deus; na concretização do propósito ao qual fomos destinados, antes do “inicio de tudo”:
Por que Deus criou o mundo?
Por que Deus Formou o homem?
Qual o Propósito da vida?
Qual a Finalidade da vida?
Nessas quatro perguntas estão inseridas outras tantas respostas que nos trazem ao tema principal deste livro “Ao Trono de Sua Glória”.
Não há a pretensão de esgotar o assunto. O objetivo principal é que de posse da Palavra viva e Revelada do Espírito, o discípulo sincero e apaixonado por Cristo, possa ser “agente transformador”, dentro do seu ambiente de atuação. Quer seja nas igrejas, ou sociedade. Sim, até as igrejas, se apresentam como “ambiente” carente de transformação e impacto Pelo Poder do Governo e Senhorio de Jesus Cristo.
POR QUE DEUS CRIOU O MUNDO?
Esta é uma pergunta difícil de ser respondida. Se Deus é suficiente a si mesmo, por que então criar o mundo? Estaria Deus fazendo um “experimento”? Criando algo para preencher o “Seu Eterno Vazio”?
É importante frisar, que por mundo, entende-se todo o universo, com seus bilhões de elementos celestes, astros, estrelas, planetas, galáxias; incluindo o nosso lindo e maravilhoso planeta Terra. “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).
Qual o propósito da criação do mundo? Do universo? Da terra como planeta habitado pelo homem?
Em Genesis 1.1 temos a resposta. Deus não criou a terra como um elemento separado do Universo. Primeiramente Ele criou a terra. Tirou-a de Si mesmo “Pelo poder de Sua Palavra expressa”, de “Sua ordem”. E a partir da terra e em unidade espiritual e física com esta, criou o Universo, como todos os outros elementos celestiais. A terra é mais velha que o Universo. E os elementos celestes são a extensão do equilíbrio físico terrestre.
Nenhum planeta ou astro, ou elemento celeste é desvinculado desta unidade e relação. A terra é linkada ao universo e o universo linkado à terra e em Deus. Assim como a natureza tanto animal como vegetal está linkada, e se origina a partir do planeta terra, e o mesmo está linkado ao universo; em unidade espiritual e física com este, em Deus.
Então mencionar a terra como “colônia do Reino de Deus” é simplificar a dimensão e extensão do Domínio do Reino sobre todo o Universo, e sua amplitude. O Universo é exposto também como criação, sujeita a “colonização” do Reino de Deus e à manifestação e Revelação do Seu Poder. A terra é o início deste projeto; deste propósito.
Acredito que chegará um “Tempo” em que os “filhos do Reino” serão impelidos pelo Espírito de Deus a “viajar” pelo universo, manifestando o Poder criativo de Deus a outros Planetas e estendendo esta “colonização”, ou seja, “Revelação e Manifestação”, por outros cantos do universo. Parece ainda uma ficção. Mas, na realidade espiritual, no corpo espiritual, na dimensão do espírito, é factível.
Mas por enquanto tratemos da terra. Por que Deus criou o Planeta Terra?
Em toda a Bíblia a figura principal é Jesus Cristo. Jesus é o Personagem principal. O princípio e o fim de tudo. O “alfa e o ômega”. O princípio, porque tudo, toda a existência animal, vegetal, física e espiritual tem origem na Palavra expressa de Deus, o Filho de Deus; no Verbo que se fez carne. Ele não só é a origem, a fonte de todas as coisas, más todas as coisas só existem por meio Dele. Ele dá sustentação a tudo. “A vida, o existir, o ser, só o é “No filho de Deus que foi morto antes da fundação do mundo”.” No princípio era o Verbo, e o verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por MEIO Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo.1.1-5).
Ele é o início de tudo, por que tudo tem origem Nele. Ele é a Fonte de tudo. Ele é o fim não no sentido de que o mundo, a terra, a criação terá um fim Nele. Ele é o “Fim de todas as coisas”, como finalidade, propósito estabelecido. A terra é um propósito divino. A natureza é um propósito de Deus. A vida animal e humana são propósitos de Deus. A terra não caminha para o fim; mas para o cumprimento do propósito ao qual foi criada, em Cristo. Ser uma extensão física do Reino espiritual, onde A Palavra de Deus, o Verbo de Deus, é o Espírito Governante.
Pode-se até pensar: Mas e todas estas “convulsões” da natureza? E todas estas predições científicas? E todas estas “profecias”? Tudo isto faz parte do “espírito do medo”, da “mentira religiosa”, do “espírito do falso profeta”. De idéias contrárias à Idéia de Deus. Assim como a Idéia de Deus cria a vida. A Idéia Anti-Cristo cria o espírito de morte, a palavra de morte; a mensagem da morte, a mensagem do medo.
Propósito é a finalidade de algo. É a Idéia que temos de algo que queremos criar. Uma laranjeira tem o propósito de produzir laranjas para ser alimento. A água tem o propósito de saciar a sede, e manter viva a natureza. A terra tem o propósito de ser a origem das plantas e animais, assim como o mar é a origem dos peixes e animais marinhos.
O planeta terra é o “Jardim” de onde se inicia todo o processo de manifestação do Governo e Domínio do Amor de Deus em Jesus Cristo nosso Senhor. “O Senhor Deus tomou o homem, e o pôs no “jardim do Éden” para o “Lavrar e o guardar”. Lavrar e guardar representa a relação de unidade física e responsabilidade espiritual e “política”, de preservação e manutenção de “equilíbrio”. Não posso destruir o que me mantém!
Entretanto como conhecer o “Domínio e o Governo”, sem conhecer a “Liberdade”? Como conhecer a noite sem experimentar o dia? Como entender a Luz, sem conhecer as trevas. Como escolher o bem sem conhecer o mal? Como apreciar o alívio se não conhecemos a dor?
“Pois a criação ficou “sujeita” à vaidade, não por sua própria vontade, mas por causa “Daquele” que a sujeitou, NA ESPERANÇA, (NO PROPÓSITO), de que também a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção, para a “Liberdade da glória dos filhos de Deus”. (Rm.8.20,21).
Antes de Deus criar o mundo, o homem, todas as coisas, Ele projetou Manifestar e Revelar Seu Amor em Jesus Cristo, através de Sua morte e ressurreição. Ou seja: A criação inicia-se na cruz de Cristo. De fato a criação só existe por causa da morte e ressurreição de Jesus.
Em reunião no “Reino dos Céus”, no Reino do espírito, Deus se reuniu com o Espírito e com Jesus a Palavra e disse: “Vou me entregar, vou dar minha vida para gerar algo grande e eterno como nós. Algo que seja a expressão Perfeita do Nosso amor; que seja como Nós. Como o poder criativo que temos como a essência e conteúdo de nossa divindade em amor. Algo que sai de nós, mas que volta a nós em Amor, de forma livre”. Então criou todas as coisas.
O amor de Deus a revelação e manifestação deste amor a nós, em e através de nós a toda a criação, é o Propósito, da criação.
QUEDA PARA CIMA
Em um sentido restrito Adão caiu. Mas no sentido amplo e dentro da “ciência”, e “destinação” de Deus, ele foi “sujeito” por Deus à “vaidade”. Deus sabia que Adão iria cair. (Não usaremos a palavra “pré-destinação” ou “pré-ciência”, pelo fato que no Reino de Deus a questão tempo espaço é um eterno “agora e aqui”.)
Adão não foi um erro de Deus. Foi um acerto. Ele cumpriu exatamente o seu propósito. Apesar de que, todas as prerrogativas da queda foram experimentadas por ele. Medo, solidão, pavor diante do conhecimento do bem e do mal. A perda da presença efetiva e afetiva de Deus e a alegria da pureza sexual vivenciada no jardim, em harmonia e unidade com outras criaturas. Tudo isto foi e continua sendo, o preço experimentado por Adão e pelo homem que deliberadamente, rejeita o Domínio e Governo de Deus. O espírito de morte e medo, solidão; perda do foco de Deus, perda do propósito da vida. É a herança deixada por Adão à humanidade.
Não se exclui a “culpa” de Adão. Mas, o Propósito de Deus é Revelar o Seu Domínio e Governo de Amor, de forma “superabundante”. E para tanto era necessário estabelecer um “cenário” propício à queda.
O que aquela “árvore do bem e do mal” estava fazendo ali, no “jardim”, com aqueles frutos “maravilhosos aos olhos”? “Vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, que estava com ela, e ele comeu”. (Gn.3.6)
O que a serpente (o diabo) estava fazendo ali no “jardim”, com toda a sua astúcia? “Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito...”(Gn.3.1)
Este era o cenário estabelecido por Deus para “Sujeitar” o homem á queda, na “Esperança” de uma maior “Libertação”. A Liberdade da glória dos Filhos de Deus em verdadeira sujeição, em Amor, ao Domínio e Governo de Deus. Por isso Jesus diz: Eu sou a porta; quem entrar por mim entrará e sairá e achará pastagens” e “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
Nesse aspecto a queda foi para “Cima”.
Era necessário ao primeiro Adão ser “sujeitado” a um “domínio” que não fosse o de Deus para que voluntariamente, em amor, desejasse “O Trono de Deus”.
As implicações disso na experiência cristã são extraordinárias. Nem sempre a queda é para baixo. Nem sempre o pecador é o pior homem. Deus conduz-nos para cima levando-nos para baixo. A liderança começa no servir. Para Deus usar-nos primeiramente Ele tem que quebrar-nos. Por isso se diz “onde abundou o pecado, superabundou a graça”. (Rm.5.20) O caminho para cima começa por baixo.
Por isso, a impossibilidade de vivenciar o Reino na totalidade de Seu poder nas estruturas religiosas de hoje. A religião é baseada em uma moral e ética do bem e do mal, do certo e do errado. “O bem e o mal são frutos de uma mesma árvore”. Então, o errado pode ser o certo, e o certo pode ser o errado. Ações ditas corretamente certas, politicamente certas, podem estar dentro da condenação de Deus. Ao passo que ações entendidas como erradas, e antiéticas, podem ser concebidas como “debaixo da graça de Deus”. A essência de tudo é o Amor. E o amor Sob o “Governo do Espírito” coloca-nos acima do certo e errado. Acima do bem e do mal.
Este foi o impacto da vida de Jesus, sobre a mentalidade religiosa da época. A tal ponto confrontou-os em sua religiosidade, que os mesmos, condenaram-no a morte. E o mesmo espírito religioso é o que nos cerca hoje. O Reino, Seu Domínio e Governo, sempre implodirão a rigidez estrutural e organizacional da religião.
O PROPÓSITO PERDIDO
Tudo foi colocado, por Deus, debaixo da Palavra da condenação. Até o bem e o mal, aprendido por Adão.
A serpente, personalizando o diabo, foi mais uma peça no “cenário” estabelecido por Deus, para “sujeitar” toda a criação a esta “Palavra da condenação”. Entretanto o papel de cada “agente” na trama da queda é individualizado e responsabilizado à sua própria rejeição do “Governo e Domínio de Deus”. Isso inclui o diabo e o primeiro Adão.
Pensar em uma guerra entre Deus e o Diabo é reduzir Deus e Seu poder à idéia do “Deus das religiões”.
As religiões batalham no campo das “Idéias”, com a idéia de uma guerra entre Deus e o Diabo. Uma batalha entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. O objetivo da religião é tentar desenvolver o bem no ser humano, para que ele forme forças com Deus, nesta “guerra de polaridades”.
“Este é um pensamento que caminha contra a ‘Palavra de Deus” e contra a essência de Deus.
Até o Diabo, “cumpre” em sua “liberdade de governo próprio”, o Propósito de Deus. Em sua “independência de Deus”, está manifestada a sua “subserviência” aos desígnios e Planos Divinos.
Então como explicar o papel do diabo como aquele que veio matar, roubar e destruir?
Por que ele se apresenta no “Jardim” de Deus como o tentador e intérprete das Palavras de Deus?
Trata-se de “uma guerra” por “domínios e governos”. Deus Governa tudo. Todo o Domínio e Governo pertencem a Deus. Más, como seres “formados” (Gn.2.7) a partir da própria Natureza Divina, nos é “ministrado” a “graça” de experimentar o “Poder do Domínio e Governo” sobre a criação através de nossa natureza espiritual e física. É nos dado a “graça” de sermos “ministros” deste Governo e Domínio sobre “toda” a criação.
Sendo assim, a “guerra” do diabo é contra o gênero humano. Contra a criação de Deus. Para que o gênero humano não exerça o seu “direito gracioso” de “Domínio e Governo” e o Revele e Manifeste a toda a criação.
Por isso ele, o diabo, se não consegue exercer o seu domínio espiritual e físico sobre os homens, os incita a desejar exercer o domínio e governo, sem a conexão com o “Domínio e Governo de Deus”. “Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, os vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. (Gn.3.5)
Tanto o governo do diabo quanto o governo do homem, são destrutivos. O governo do diabo destrói o espírito humano, mata-o. O governo do homem destrói o corpo, o “templo” do governo de Deus, o Espírito Santo. Ambos, destroem, roubam e matam a criação.
A ação dos espíritos e potestades, permitidas por Deus, em Seu Governo Absoluto, é o “domínio da Idéias”, do pensamento; buscando apagar completamente, as “marcas” de nossa origem, e o propósito para o qual fomos “formados”. Criando assim uma “linguagem de morte” e destruição em todos os aspectos da “expressão” física e espiritual do homem.
DOMÍNIO PERDIDO
“Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e “sujeitai-a”. Dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. (Gn.1.26-28)
A palavra “Sujeitar” difere de “Dominar”, no contexto do Reino de Deus. “Sujeitar” significa submeter em amor ao Governo do Espírito; humildade em exercício, cuidado amoroso. Liderar conduzindo ao propósito.
Quando nos sujeitamos a Deus, estamos dizendo sim à sua vontade, domínio e governo sobre nossas vidas. Sabendo que estamos sendo conduzidos a plena realização de Seu propósito.
“Dominar” significa exercer poder, autoridade, manifestada na ordem expressa e verbalizada.
Ao rejeitar o Domínio de Deus e Seu Governo, todas as conexões espirituais são quebradas. A vida, como foi idealizada no início, por Deus se perde. O medo, a morte, e a mentira, dominam o ambiente mental humano, precipitando a humanidade no drama histórico da “tentativa de retorno” ao “éden perdido”, através da religião.
As religiões em si, são tentativas humanas de encontrar as conexões perdidas com o Governo e Domínio de Deus. Mas quando um “espaço” ficou “vazio” será imediatamente preenchido por outra forma de domínio e governo. “Quando um espírito sai de uma casa, anda por lugares áridos. Voltando à antiga casa a acha vazia, traz consigo mais sete espíritos...”
O diabo não confronta Deus, mas sim sua criação. Como a “sujeição” e o domínio foram perdidos pelo homem, através do primeiro Adão, o diabo se coloca, de forma fraudulenta, como dominador e governador das idéias e pensamentos humanos; investindo todo seu ardil, para “perenizar este domínio”. O final deste drama não é uma intervenção “cataclísmica divina”, mas a Revelação do Domínio e Governo de Deus em seus filhos, expondo os poderes e potestades do mal, e triunfando sobre eles.
Portanto o antagonismo, as ações espirituais, o ódio a criação; o ato de matar roubar e destruir, exercidos pelo diabo, são em si uma questão de luta pelo poder de governar e dominar a criação de Deus. Não é uma luta de Deus e o diabo. Mas uma luta entre o diabo e o homem, a criação.
Deus não cometeu um erro ao criar o mundo. Deus não cometeu um erro formando Adão e lhe dando o Governo do mundo. A criação não é um experimento de Deus. O erro de Adão não foi um erro de Deus. Foi o erro do homem e o acerto de Deus.
Toda força empregada pelo diabo em afastar a humanidade de Deus, redunda “em um peso de glória muito excelente, pois todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”(Rm.8.28).
Todo o mal engendrado pelo diabo contra o gênero humano, contra a criação, com todas as potestades espirituais da maldade, de fato, representam “um serviço”, ao Governo e Domínio de Deus que domina sobre todos e sobre tudo.
O domínio fora perdido pelo primeiro Adão, para ser recobrado, recuperado e ampliado pelo segundo Adão, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que foi morto “antes da fundação do mundo”.
POR QUE DEUS CRIOU O HOMEM.
“Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem e conforme à nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra. Assim Deus Criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e sujeitai-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”(Gn.1.26-27)
À Nossa imagem e semelhança
Deus não é o Deus de “contemplações”. A religião é contemplativa. Deus é Deus de ações e reações. A religião é mítica e mística. Deus é propósito, ação, e objetividade prática.
Ao criar a Terra, este maravilhoso planeta “jardim”, Deus viu que “era bom” ter um “jardineiro” a altura. Então formou o homem a sua imagem e semelhança. Quem melhor para cuidar do “Jardim de Deus” do que alguém como Deus; alguém que saiu do próprio Deus. Alguém que traria em sua natureza espiritual e física, a essência de Deus, o espírito, e a essência da criação, o corpo.
À “nossa imagem” remete-nos ao caráter divino. E “Conforme nossa semelhança” nos remete ao propósito para qual fomos inseridos no mundo.
O caráter de Deus no homem o autoriza a ser também um criador. Estar expandindo suas potencialidades, desenvolvendo dons, aperfeiçoando técnicas, implementando mudanças. Tudo isso tem a ver com a imagem divina no homem.
Buscar realizações, experimentar o significado da vida, lutar contra toda forma de opressão, cuidar uns dos outros, e promover a justiça e a verdade, tem a ver com a “semelhança de Deus no homem”.
Impregnar a terra com o céu este foi o propósito da formação do homem. Trazer o céu até a terra, ou melhor; fazer da terra um “Céu” físico. Por isso Deus formou o homem a partir de Si mesmo. Caberia ao homem, o primeiro Adão, repassar a toda a humanidade, a “herança genética divina”. Não era uma questão de pedagogia, apenas. Adão era o Céu sobre a terra. Ele trazia em sua natureza o Reino, Governo e Domínio de Deus. Por isso, ele podia andar por toda a terra que nunca sairia do “Jardim do Éden”. O “jardim” era essa conexão e unidade espiritual e física.
Delegação de poder
“Domine sobre” (Gn.1.26) . Exerça o Governo através da Palavra. Dê ordem expressa. Ordene.
Faz parte da “imagem e semelhança” com Deus, o Poder e o Domínio. O exercício criativo da palavra. A objetividade edificadora da linguagem; o poder restaurador pela “ordem expressa”.
Só sob o “Domínio e Governo” do Espírito há a “continuidade criativa”.
Dominar e sujeitar a terra e toda a criação. Dominar é exercer autoridade, e o governo autorizado. Sujeitar é liderar em amor, ao propósito.
É importante discernir a diferença entre Reino de Deus e Reinos humanos. O Reino de Deus é Governo, Domínio, Revelação e Manifestação em amor. Criação é sua dinâmica. No Reino do Governo de Deus há expansão com distribuição de “dons” e “riquezas”. O Rei promove seus “súditos” a serem “reis”, o terem a mesma “imagem”; o mesmo “caráter”.
Não se trata de uma “teocracia institucionalizada”, a exemplo da Idade Média. Teocracias sempre acabam em “eclesiocracias”. Tanto uma como a outra são formas de governos da religião.
Não se trata de governo político humano. Nos reinos humanos há expansão com “acúmulo de dons”. Todos os súditos vivem para promover o Rei. As riquezas são acumuladas pelo Rei. O Rei se destaca e separa-se totalmente em caráter e imagem, de seus súditos. O rei se “deifica” criando uma personalidade “mística” de si mesmo, afim de “cultivar” e perenizar o domínio e tipo de governo.
Ao delegar poder ao primeiro Adão, Deus “distribuiu dons” a serem utilizados na tarefa de “gerenciar” a terra e toda a criação. O Governo de Deus, a presença de Deus, O Espírito de Deus, é a prerrogativa para o sucesso da empreitada. “Lavrar e Cultivar”. (Gn.2.15). “Lavrar” é a ampliação do domínio criativo. “Cultivar” é a “manutenção” do que foi criado e do que se está “cultivando”.
O primeiro Adão perdeu o “Governo e o Domínio” como “dom” delegado por Deus. A queda não é uma questão moral. Não é uma questão de “inocência” perdida. É uma questão de “posição”. De propósito perdido.
As religiões tratam com a moral do homem. A “imoralidade” subsiste até no moralmente correto. A “pureza e inocência sexual” não foi o quadro que Deus “pintou”, ao colocar Adão e Eva, pelados no jardim.
Os “reflexos” da desconexão com o Governo do Espírito serão experimentados pelo homem em todo o processo histórico, e em todas as dimensões da existência humana.
Sem o Domínio de Deus, resta à humanidade, o domínio do homem sem Deus e o Domínio do homem governado por potestades.
Frutificação e multiplicação
“Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e sujeitai-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”(Gn.1.27)
Gerar filhos é outra delegação divina ao primeiro Adão. Ter sexo, ter prazer sexual; “orgasmos criativos” e como conseqüência filhos do Reino, que encheriam a terra e a sujeitariam com “cultura dos céus”. Deus planejou uma vida sexual muito ativa para os primeiros habitantes da terra. Por isso foram colocados nus no “jardim”. O fato de não se verem nus é porque “a conexão com a Mente de Deus ainda não havia sido quebrada. “todas as coisas são puras para aqueles que são puros”. “se teus olhos são luz, todo seu corpo será luz”.
O sexo é mais um dom de Deus ao homem. E naquele ambiente paradisíaco, com certeza Adão e Eva tiveram muitos momentos de ardente e explosivo prazer na presença de Deus.
A religião trata o sexo com certo distanciamento. É como “fogo estranho” no altar. Grande parte dos “desvios de personalidade” que observamos em nossa sociedade, se dá por causa de uma “educação” fraca ou falta de “educação” sexual. Educação sexual não é uma questão de “moralização sexual”. Educação sexual é o ensino do “exercício do dom”. Educar é ensinar a exercer.
Para a ampliação do “Domínio e Governo” do homem sobre a terra em conexão com o Espírito Santo, Deus formou a mulher, e instituiu a família. Sendo assim, a família vem antes da igreja. Na verdade a família é a primeira igreja.
“A palavra “igreja” (Eclésia) tem o sentido de “Unidade de Domínio”; Unidade de Governo”, “corpo de autoridade”. A primeira igreja foi e é uma “igreja” de dois membros.
“Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma “adjutora” que lhe corresponda”. (Gn.2.18). Assim, formou Deus a mulher a partir do homem, dando-lhe a autoridade “junto” ao homem, como “adjutora” , ou seja, como aquela que em unidade com o homem completa o Propósito de sujeição , governo e de manifestação da “cultura do reino dos Céus sobre toda a terra”.
O poder do homem é ampliado no poder da mulher. O poder da mulher é ampliado no poder do homem. O “casamento” é a união sexual e a unidade espiritual entre ambos. “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e será os dois uma só carne”. (Gn.2.24). A cerimônia religiosa não aumenta o poder do “casamento”, como também não assegura uma “real” união.
Qual o Propósito da vida?
Ao formar o homem sobre a terra Deus o “coroou” como Rei deste planeta. O homem recebeu “dons” e responsabilidades. Quanto maiores e numerosos os dons, maiores e numerosas as responsabilidades.
No governo dos homens os dons são retidos. No Reino de Deus são compartilhados.
Deus planejou que a terra seja uma extensão do céu e assim será. Deus não errou com Adão. Deus o “perdeu”, para receber de volta com “juros e correção”, multiplicado infinitamente em amor, através de Cristo. Aquele que volta depois do quebrantamento, volta para sempre. Deus está mais perto do pecador do que do justo religioso.
O propósito da vida é compartilhar dons. Manifestar dons. A essência de Deus é compartilhar e revelar; por isso criou o mundo, o universo; para compartilhar a Si mesmo com a criação. O amor é o “combustível” da criação. O amor de Deus gerou a idéia da criação, para a “Revelação do Seu Amor”, através do compartilhamento dos dons.
Cada vida que vem ao mundo tem um propósito. Até mesmo a vida animal e vegetal. O equilíbrio da natureza está sendo mudado, porque não se respeita o propósito da vida animal e vegetal. Não se respeita a natureza das coisas criadas. O mais simples organismo vivo no oceano tem uma razão de ser. A natureza compartilha conosco sua beleza, sua sabedoria, sua intricada relação de interdependência e unidade.
O propósito da vida não é apenas casar, ter filhos, constituir famílias. Isso é um processo natural, normal do curso da natureza humana. O propósito da vida não é ter uma conta bancária recheada, ou ser famoso.
Por que muitas pessoas, após chegarem ao topo do “sucesso” em suas vidas, começam a se autodestruir?
“Pior que morrer é viver sem propósito”. Compartilhar, doar, dar, promover, amar. Este é o propósito da vida. Não reter os dons. Manifestá-los, em amor.
O maior poder do mundo é o amor. O amor amplia os dons, até a sua verdadeira utilidade, e necessidade. O cristão deve ser conhecido não pelo tanto que fez, mas sim pelo quanto amou. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”(Jo.13.35)
A palavra dom significa presente, dádiva. “de graça recebestes, de graça daí’. (Mt.10.8). Deus deu presentes, dádivas ao homem para serem compartilhadas de graça, com a humanidade; com a criação. Todos os homens tem dons. Todos os homens vem ao mundo com dons. Alguns morrem sem nunca os ter descoberto. Outros, morrem sem nunca tê-los compartilhado.
A queda foi a perda desta consciência. O foco de Adão era olhar o vasto horizonte de um mundo a explorar, cultivar, cuidar e compartilhar os dons de Deus. Ao “cair” teve a percepção de sua nudez, porque focou em si próprio, e passou a reter os dons.
O individualismo e materialismo, são frutos da queda. A percepção do outro foi substituída pela “hiper-percepção” do “ego”; de si mesmo. O materialismo e o individualismo são pais do capitalismo e do nacionalismo, e filhos do “ego”.
Qual a Finalidade da vida?
Como finalidade entende-se o “destino”. Prá onde estamos indo?
A religião, por meio de Idéias, geradas pelas potestades e poderes espirituais da maldade, está trabalhando no sentido de preparar o homem, para partir do mundo. Todas as religiões, inclusive o cristianismo tem preparado o homem para partir para o Céu, quer seja pela morte quer seja pela vida.
Deus tirou o homem de si para trazê-lo a terra. Deus criou um “corpo” para o homem, a partir da terra. A criação é o estabelecimento de corpos físicos, por Deus. De uma nova modalidade de existir. Até então tudo era espírito; O Reino dos Céus. Não há a intenção em Deus, de levar o homem para O Reino dos Céus. O objetivo é trazer o Reino dos céus, e conseqüentemente, o Governo de Deus, exercido pelo homem, a toda a criação.
A morte de Jesus representa a Revelação do Propósito. A ressurreição é o modelo, o “tipo”. Um “corpo espiritual”. A vida superabundante, destituída de limitações, do “ambiente” físico. Um corpo-espírito. A ampliação do espiritual e físico. “Mas alguém dirá: Como ressurgirão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de qualquer outra semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.
Nem toda carne é a mesma: Uma é a carne dos homens, e outra a dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes. E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; uma estrela difere em glória de outra estrela.
Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, é ressuscitado em incorrupção. Semeia-se em fraqueza, e ressuscitado em poder. Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. “Assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o último Adão, (Jesus Cristo) espírito vivificante...” (1 Cor.15.35-48) .
O que se torna importante não é para onde estou indo, no sentido de lugar, ou espaço; mas o que me tornarei. No que estou sendo “transformado”.
Deus sujeitou toda a criação à queda para, tornar a trazê-la para si mesmo em amor; “Livre”, incorruptível, tendo como modelo, Jesus Cristo, homem, o segundo Adão. “Pois os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.(Rm.8.29)
Deus criou o primeiro Adão por causa do “Segundo Adão”. O Segundo é antes do primeiro. O primeiro só foi estabelecido em razão do Segundo. “Não é o primeiro o espiritual, senão o animal, e depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno, o segundo é do Céu. Qual o terreno, tais são também os terrenos; e qual o celestial, tais também os celestiais. Assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos a imagem do celestial”.(1 Cor.15.46-49)
A finalidade da vida, o “lugar”, o destino se nos apresenta no sermos “transformados de glória em glória à imagem de Jesus". Na Sua qualidade de vida terrena, Exercendo o Domínio e Governo do Espírito e manifestando o Reino dos Céus na terra a toda a criação. “A ressurreição” é Poder Espiritual do Reino que conduz toda a criação à sua “Fonte”. É o poder do Céu transformando a terra, o corpo; toda a criação, e conduzindo tudo à “Liberdade” da glória em “sujeição de amor”
